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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Hello world!

julho 7, 2009 1 comentário

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Categorias:Uncategorized

A Era do Gelo 3 – *** de *****

Sei que vou chover no molhado, mas não tem como deixar de defender a seguinte tese: Hollywood está, cada vez mais, preocupando-se em produzir filmes animados para crianças de todas as idades. Um exemplo? Basta notar que, durante a sessão deste “A Era do Gelo 3, haviam pessoas de todas as idades na sala de exibição (que, por sinal, estava lotadíssima, e confesso que há muito tempo (desde o mediano “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”, para ser mais exato) não me via dentro de uma sala de projeção tão cheia de espectadores). Não, essas pessoas, definitivamente, não estavam acompanhando os seus filhos, pois estavam, assim como eu, sentadas sozinhas nas poltronas do cinema. Pois é, essa é a prova de que Hollywood, felizmente, vem cada vez mais acabando com esse preconceito imaturo de que animações são exclusivamente destinadas ao público infantil ou, na melhor das hipóteses, ao público infanto-juvenil.



Ficha Técnica:

Título Original: Ice Age: Dawn of the Dinossaurs
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 94 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Site Oficial: www.aeradogelo3.com.br
País de Origem: Estados Unidos da América.

Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Michael Berg, Peter Ackerman, Mike Reiss e Yoni Brenner, baseado
em história de Jason Carter Eaton
Elenco: John Leguizamo (Sid), TadeuMello (Sid – versão brasileira), Denis Leary (Diego), Márcio Garcia (Diego – versão brasileira), Ray Romano (Manny), Diogo Vilela (Manny – versão brasileira), Queen Latifah (Ellie), Cláudia Jimenez (Ellie – versão brasileira), Simon Pegg (Buck), Alexandre Moreno (Buck – versão brasileira), Seann William Scott (Crash), Josh Peck (Eddie), Crhis Wedge (Scrat), Karen Disher (Scratte) e Joey King (Esquilo).


Sinopse: Manny (Ray Romano) e Ellie (Queen Latifah) estão à espera de seu primeiro filho. Sid (John Leguizamo) sequestra alguns ovos de dinossauro, o que faz com que passe a ter sua própria família adotiva. Só que o roubo faz com que se meta em apuros, obrigando Manny, Ellie e Diego (Denis Leary) a entrarem em um mundo subterrâneo para resgatá-lo.


Fonte Ficha Técnica e Sinopse: AdoroCinema.

Ice Age 3 – Trailer:


Crítica:


Quando o assunto em pauta é “A Era do Gelo”, só me encontro na possibilidade de mencionar o primeiro filme, uma vez que não assisti ao segundo episódio desta bem sucedida série cinematográfica.


Um dos grandes atrativos da saga protagonizada pelo trio de amigos Sid (John Leguizamo), Manny (Ray Romano) e Diego (Dennis Leary) não diz respeito necessariamente à parte diegética da animação, mas sim ao fato da mesma não ter sido produzida por nenhum dos dois grandes estúdios de animações da atualidade: a fenomenal Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios e a extremamente irregular DreamWorks Animation / Pacific Data Images. A bola da vez, ao menos durante o lançamento do primeiro longa desta franquia que se passa na era glacial, era dos estúdios Fox Animation Studios / Blue Sky Studios, que chegaram comendo pelas beiradas e, em pouco tempo, passaram a abocanhar uma interessante fatia do mercado (ainda que não conseguissem superar o faturamento de suas duas maiores concorrentes).


Outro ponto interessante no primeiro longa residia na genial idéia do diretor Chris Wedge em adotar as ligeiras aventuras protagonizadas pelo divertido e pé-frio esquilo Scart (magistralmente criado pelo brasileiro Carlos Saldanha, diretor do segundo e, também, deste terceiro episódio) a fim de entrelaçar as peripécias do azarado bichinho com a jornada dos três protagonistas, resultando assim na intercalação entre um curta metragem dinâmico e divertido, com a estória principal.


É justamente nesta estória principal, no entanto, que habitavam os maiores problemas da projeção. Se por um lado o humor empregado era suficientemente divertido para segurar o espectador nas poltronas das salas de cinema por aproximadamente 90 minutos, por outro lado a trama e os personagens que a compunham não contavam com o mínimo de originalidade, sendo que muitos deles tornavam-se previsíveis e insossos, como é o caso do tigre de dentes-de-sabre Diego, que pouco acrescenta à estória, além de sua mudança de “lado” ao longo da projeção ser algo um tanto o quanto fácil de se deduzir.


Original, ou não, previsível, ou não, a jornada dos amigos, que se uniam para salvar um bebê humano da morte certa e restituí-lo ao seu bando, era bastante interessante e repleta de momentos inspirados e divertidos, como a sequência que envolve um grupo de pássaros drontes (mais conhecidos como dodôs) e a inteligentíssima cena (a melhor do filme, sem sombra de dúvidas) em que Sid admira a cadeia evolutiva de um determinado animal enquanto aprecia uma fileira indiana formada por diversos seres que se encontram congelados dentro de uma caverna tomada pelo gelo.


O terceiro episódio da série, por sua vez, nada mais é do que uma releitura do filme original. A trama é diferente em seu contexto, mas o formato é basicamente o mesmo: um grupo de personagens, com características exageradamente incompatíveis entre si, se une para salvar um amigo que, por sinal, também conta com inúmeras características incompatíveis com as demais de seus companheiros e, é claro que, ao longo desta jornada, seremos apresentados a várias lições que nos remetam ao verdadeiro valor da amizade, da família, da união e muito mais.


Contudo, há algo neste terceiro episódio que o difere positivamente do primeiro: o roteiro não bate tanto na tecla da diferença entre um personagem do bando para com os demais. Mas, se isto é bom, pois poupa o espectador de diversas piadinhas que soariam um tanto o quanto repetitivas caso a fórmula do primeiro filme fosse fielmente seguida aqui, também conta com aspectos extremamente negativos, pois ao mesmo tempo em que o roteiro evita realçar com muita insistência os traços das figuras dramáticas que o compõem, acaba esquecendo de os explorar individualmente, fazendo com que os únicos personagens interessantes acabem sendo, de fato, o adorável tagarela Sid e o lunático Buck, que é uma das grandes novidades que este novo episódio trás.


E é claro que o esquilo Scart e a sua “namoradinha” (a maior novidade do filme, talvez) também são extremamente interessantes. O longa, como não poderia deixar de ser, começa com a sua marca registrada: o roedor correndo incansavelmente atrás de sua tão cobiçada noz. Ainda que “A Era do Gelo 3 não insira o azarado esquilinho em situações tão engraçadas como a sequência no primeiro episódio onde ele, involuntariamente, se passava por um pára-raios e era atingido por uma devastadora carga elétrica, o filme se mostra bastante inspirado ao criar novos “desastres” para o pequeno animal que tenta, a todo o custo, proteger o seu fruto.


E se a aparição de uma namorada para o mais famoso personagem da franquia “A Era do Gelo” me fizera torcer o nariz antes mesmo de assistir ao filme, o roteiro, escrito à quatro mãos, se mostrou sagaz o bastante para criar situações que fizessem com que o romance entre ambos jamais se mostra-se cansativo, muito pelo contrário, diria até mesmo que Scart ganhou uma concorrente à altura, uma vez que a sua cara-metade adiciona uma carga de humor bem alta à animação, sendo que, assim como o seu “namorado”, a roedora não precisa dizer uma única palavra sequer para se revelar infinitamente mais cativante e atraente que a grande maioria das figuras que compõem o rol de personagens de “A Era do Gelo 3, onde me vejo no direito de incluir: Diego, Crash, Eddie, Ellie e, acreditem, até mesmo Manny, que se revelava infinitamente mais conveniente no primeiro episódio.


Buck, por sua vez, mesmo seguindo o estereótipo do “tiozão-coronel-aposentado-biruta” (não, no filme ele não é coronel, mas segue bem a caricatura de um), revela-se um dos mais divertidos personagens. Longe de ser original, a doninha audaciosa ao menos confere a esta continuação vários de seus momentos mais cômicos e atraentes, bem como os excepcionais diálogos proferidos por ela (“___ Na verdade, descobri que havia ficado louco quando me apaixonei por um abacaxi, e olha que o bicho era feio que dói!”), além, é claro, de protagonizar os grandes momentos de adrenalina oferecidos por esta animação, entre as quais cito a cena onde ele “pilota” um ‘pterodactilo’.


Sid, entretanto, continua sendo a preguiça adoravelmente chata e tagarela de sempre. Sei que muitos irão discordar de mim, mas considero o protagonista desta animação o personagem mais atraente da mesma, superando até o próprio esquilo Scrat. Talvez seja justamente pelo fato de Sid ter essa personalidade paradoxal, já que ele é o chato-legal, o feio-engraçadinho e o inconveniente-pertinente. Pertinente também é a voz de seu dublador brasileiro, Tadeu Mello, que dá o tom ideal ao personagem (independentemente do quão bem Leguizamo tenha se saído dublando a preguiça na versão original) trazendo-o ainda mais próximo de seu público.


A trama, conforme já fora mencionado anteriormente, lembra muito a do primeiro filme, no que diz respeito ao formato desta, e mesmo que traga um Manny bem menos interessante (por que será que todo homem, quando casa, se torna um sujeito patético e desinteressante?) e um Diego tão sem sal quanto no longa anterior, prima por focar-se bastante em Sid em seu primeiro ato, e conferir total importância a Buck, durante o segundo ato de projeção, permitindo com que o seu ato final fique dividido entre ambos. Desta forma, o roteiro faz com que os personagens que realmente são mais interessantes acabem ganhando mais destaques, relegando os demais à condição de coadjuvantes.


A inserção dos tão comentados dinossauros também foi uma jogada bem inteligente do roteiro, pois coloca personagens que, outrora pareciam indestrutíveis, em um patamar de extremo perigo (note, apenas para citar um exemplo, a seqüência em que o poderoso tigre Diego perde uma “disputa” com um dinossauro para ver quem rosna mais aterrorizantemente) proporcionando assim uma carga de aventura maior à animação.


Mas mesmo com tantas qualidades, “A Era do Gelo 3 não consegue superar o episódio original da saga em nenhum quesito, exceto, talvez, no que se refira à direção do mesmo. Carlos Saldanha não só cria tomadas aéreas de modo que possamos acompanhar a ação de maneira bem mais satisfatória do que no filme anterior, como também faz uma conveniente parceria com a boa edição de Harry Hitner e a utiliza a fim de criar cortes fantásticos, que acabam dando muito mais charme à obra. Repare em uma cena, em especial, onde as trincas de um lago congelado, em questão de segundos, se transforma em um pedaço partido de uma casca de ovo.


Ops… esperem um pouco, disse que a direção era, talvez, o único quesito de “A Era do Gelo 3 que acabava superando o filme original, não disse? Pois desconsidere isso. Dedico este parágrafo inteiro para dizer que a parte gráfica desta animação é infinitamente superior à parte gráfica da animação que lhe deu origem. No episódio que deu origem à franquia, tínhamos gráficos extremamente bem desenhados. A água correndo, por exemplo, era fenomenal e tínhamos a clara impressão de que se tratava de água de verdade mesmo. Contudo, por mais que os personagens fossem todos muito bem desenhados, ainda sentíamos uma certa artificialidade na movimentação destes, sobretudo na do mamute Manny. Isso não ocorre neste terceiro capítulo da saga, onde não só os personagens ganham muito mais elasticidade em seus movimentos, como também acabam sendo desenhados de maneira mais cautelosa e minuciosa. Como não se encantar, por exemplo, com o cuidado que os responsáveis pela computação gráfica tiveram ao inserir pêlos praticamente perfeitos em Manny (e quando a câmera se aproxima do mesmo, sentimos como se realmente estivéssemos diante de pêlos de verdade)? E quanto à cena em que Diego persegue uma gazela? Indubitavelmente, os produtores da franquia não deixaram de por a mão no bolso e liberar uma boa verba ao pessoal da computação gráfica que, para a alegria de nós, espectadores, acabaram fazendo um trabalho excepcional.


Em suma, “A Era do Gelo 3 se mostra uma clara releitura do filme que lhe concebeu a origem e que, por sinal, também não era dos mais originais. Entretanto, não há como negar que trata-se de uma experiência instigante e bastante irrepreensível em suas gags (bem divertidas em sua maioria) e em suas cenas de aventura. Ponto positivo para Carlos Saldanha, mais um cineasta brasileiro que vem mostrando cada vez mais competência lá fora.


Obs.: Não tive oportunidade de assistir ao filme com a tecnologia 3D, o que, certamente, teria influenciado mais em minha avaliação final.


Obs. 2: Quando for assistir ao filme, não deixe de reparar na clara referência que ele faz à clássicos como “Godzilla”, “Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros” e à marcante animação da década de 1.980: “Em Busca do Vale Encantado” (este que, quando tinha apenas cinco anos de idade, era o meu filme predileto, ao lado de “Marcelino Pão e Vinho”, tanto que, em uma determinada ocasião, obriguei minha mãe a aluga-lo umas oito vezes seguidas para saciar de vez a minha incontrolável vontade de assisti-lo sem parar durante incontáveis dias).


Avaliação Final: 7,0 na escala de 10,0.

Categorias:Uncategorized

A Era do Gelo 3 – *** de *****

Sei que vou chover no molhado, mas não tem como deixar de defender a seguinte tese: Hollywood está, cada vez mais, preocupando-se em produzir filmes animados para crianças de todas as idades. Um exemplo? Basta notar que, durante a sessão deste “A Era do Gelo 3, haviam pessoas de todas as idades na sala de exibição (que, por sinal, estava lotadíssima, e confesso que há muito tempo (desde o mediano “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”, para ser mais exato) não me via dentro de uma sala de projeção tão cheia de espectadores). Não, essas pessoas, definitivamente, não estavam acompanhando os seus filhos, pois estavam, assim como eu, sentadas sozinhas nas poltronas do cinema. Pois é, essa é a prova de que Hollywood, felizmente, vem cada vez mais acabando com esse preconceito imaturo de que animações são exclusivamente destinadas ao público infantil ou, na melhor das hipóteses, ao público infanto-juvenil.



Ficha Técnica:

Título Original: Ice Age: Dawn of the Dinossaurs
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 94 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Site Oficial: www.aeradogelo3.com.br
País de Origem: Estados Unidos da América.

Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Michael Berg, Peter Ackerman, Mike Reiss e Yoni Brenner, baseado
em história de Jason Carter Eaton
Elenco: John Leguizamo (Sid), TadeuMello (Sid – versão brasileira), Denis Leary (Diego), Márcio Garcia (Diego – versão brasileira), Ray Romano (Manny), Diogo Vilela (Manny – versão brasileira), Queen Latifah (Ellie), Cláudia Jimenez (Ellie – versão brasileira), Simon Pegg (Buck), Alexandre Moreno (Buck – versão brasileira), Seann William Scott (Crash), Josh Peck (Eddie), Crhis Wedge (Scrat), Karen Disher (Scratte) e Joey King (Esquilo).


Sinopse: Manny (Ray Romano) e Ellie (Queen Latifah) estão à espera de seu primeiro filho. Sid (John Leguizamo) sequestra alguns ovos de dinossauro, o que faz com que passe a ter sua própria família adotiva. Só que o roubo faz com que se meta em apuros, obrigando Manny, Ellie e Diego (Denis Leary) a entrarem em um mundo subterrâneo para resgatá-lo.


Fonte Ficha Técnica e Sinopse: AdoroCinema.

Ice Age 3 – Trailer:


Crítica:


Quando o assunto em pauta é “A Era do Gelo”, só me encontro na possibilidade de mencionar o primeiro filme, uma vez que não assisti ao segundo episódio desta bem sucedida série cinematográfica.


Um dos grandes atrativos da saga protagonizada pelo trio de amigos Sid (John Leguizamo), Manny (Ray Romano) e Diego (Dennis Leary) não diz respeito necessariamente à parte diegética da animação, mas sim ao fato da mesma não ter sido produzida por nenhum dos dois grandes estúdios de animações da atualidade: a fenomenal Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios e a extremamente irregular DreamWorks Animation / Pacific Data Images. A bola da vez, ao menos durante o lançamento do primeiro longa desta franquia que se passa na era glacial, era dos estúdios Fox Animation Studios / Blue Sky Studios, que chegaram comendo pelas beiradas e, em pouco tempo, passaram a abocanhar uma interessante fatia do mercado (ainda que não conseguissem superar o faturamento de suas duas maiores concorrentes).


Outro ponto interessante no primeiro longa residia na genial idéia do diretor Chris Wedge em adotar as ligeiras aventuras protagonizadas pelo divertido e pé-frio esquilo Scart (magistralmente criado pelo brasileiro Carlos Saldanha, diretor do segundo e, também, deste terceiro episódio) a fim de entrelaçar as peripécias do azarado bichinho com a jornada dos três protagonistas, resultando assim na intercalação entre um curta metragem dinâmico e divertido, com a estória principal.


É justamente nesta estória principal, no entanto, que habitavam os maiores problemas da projeção. Se por um lado o humor empregado era suficientemente divertido para segurar o espectador nas poltronas das salas de cinema por aproximadamente 90 minutos, por outro lado a trama e os personagens que a compunham não contavam com o mínimo de originalidade, sendo que muitos deles tornavam-se previsíveis e insossos, como é o caso do tigre de dentes-de-sabre Diego, que pouco acrescenta à estória, além de sua mudança de “lado” ao longo da projeção ser algo um tanto o quanto fácil de se deduzir.


Original, ou não, previsível, ou não, a jornada dos amigos, que se uniam para salvar um bebê humano da morte certa e restituí-lo ao seu bando, era bastante interessante e repleta de momentos inspirados e divertidos, como a sequência que envolve um grupo de pássaros drontes (mais conhecidos como dodôs) e a inteligentíssima cena (a melhor do filme, sem sombra de dúvidas) em que Sid admira a cadeia evolutiva de um determinado animal enquanto aprecia uma fileira indiana formada por diversos seres que se encontram congelados dentro de uma caverna tomada pelo gelo.


O terceiro episódio da série, por sua vez, nada mais é do que uma releitura do filme original. A trama é diferente em seu contexto, mas o formato é basicamente o mesmo: um grupo de personagens, com características exageradamente incompatíveis entre si, se une para salvar um amigo que, por sinal, também conta com inúmeras características incompatíveis com as demais de seus companheiros e, é claro que, ao longo desta jornada, seremos apresentados a várias lições que nos remetam ao verdadeiro valor da amizade, da família, da união e muito mais.


Contudo, há algo neste terceiro episódio que o difere positivamente do primeiro: o roteiro não bate tanto na tecla da diferença entre um personagem do bando para com os demais. Mas, se isto é bom, pois poupa o espectador de diversas piadinhas que soariam um tanto o quanto repetitivas caso a fórmula do primeiro filme fosse fielmente seguida aqui, também conta com aspectos extremamente negativos, pois ao mesmo tempo em que o roteiro evita realçar com muita insistência os traços das figuras dramáticas que o compõem, acaba esquecendo de os explorar individualmente, fazendo com que os únicos personagens interessantes acabem sendo, de fato, o adorável tagarela Sid e o lunático Buck, que é uma das grandes novidades que este novo episódio trás.


E é claro que o esquilo Scart e a sua “namoradinha” (a maior novidade do filme, talvez) também são extremamente interessantes. O longa, como não poderia deixar de ser, começa com a sua marca registrada: o roedor correndo incansavelmente atrás de sua tão cobiçada noz. Ainda que “A Era do Gelo 3 não insira o azarado esquilinho em situações tão engraçadas como a sequência no primeiro episódio onde ele, involuntariamente, se passava por um pára-raios e era atingido por uma devastadora carga elétrica, o filme se mostra bastante inspirado ao criar novos “desastres” para o pequeno animal que tenta, a todo o custo, proteger o seu fruto.


E se a aparição de uma namorada para o mais famoso personagem da franquia “A Era do Gelo” me fizera torcer o nariz antes mesmo de assistir ao filme, o roteiro, escrito à quatro mãos, se mostrou sagaz o bastante para criar situações que fizessem com que o romance entre ambos jamais se mostra-se cansativo, muito pelo contrário, diria até mesmo que Scart ganhou uma concorrente à altura, uma vez que a sua cara-metade adiciona uma carga de humor bem alta à animação, sendo que, assim como o seu “namorado”, a roedora não precisa dizer uma única palavra sequer para se revelar infinitamente mais cativante e atraente que a grande maioria das figuras que compõem o rol de personagens de “A Era do Gelo 3, onde me vejo no direito de incluir: Diego, Crash, Eddie, Ellie e, acreditem, até mesmo Manny, que se revelava infinitamente mais conveniente no primeiro episódio.


Buck, por sua vez, mesmo seguindo o estereótipo do “tiozão-coronel-aposentado-biruta” (não, no filme ele não é coronel, mas segue bem a caricatura de um), revela-se um dos mais divertidos personagens. Longe de ser original, a doninha audaciosa ao menos confere a esta continuação vários de seus momentos mais cômicos e atraentes, bem como os excepcionais diálogos proferidos por ela (“___ Na verdade, descobri que havia ficado louco quando me apaixonei por um abacaxi, e olha que o bicho era feio que dói!”), além, é claro, de protagonizar os grandes momentos de adrenalina oferecidos por esta animação, entre as quais cito a cena onde ele “pilota” um ‘pterodactilo’.


Sid, entretanto, continua sendo a preguiça adoravelmente chata e tagarela de sempre. Sei que muitos irão discordar de mim, mas considero o protagonista desta animação o personagem mais atraente da mesma, superando até o próprio esquilo Scrat. Talvez seja justamente pelo fato de Sid ter essa personalidade paradoxal, já que ele é o chato-legal, o feio-engraçadinho e o inconveniente-pertinente. Pertinente também é a voz de seu dublador brasileiro, Tadeu Mello, que dá o tom ideal ao personagem (independentemente do quão bem Leguizamo tenha se saído dublando a preguiça na versão original) trazendo-o ainda mais próximo de seu público.


A trama, conforme já fora mencionado anteriormente, lembra muito a do primeiro filme, no que diz respeito ao formato desta, e mesmo que traga um Manny bem menos interessante (por que será que todo homem, quando casa, se torna um sujeito patético e desinteressante?) e um Diego tão sem sal quanto no longa anterior, prima por focar-se bastante em Sid em seu primeiro ato, e conferir total importância a Buck, durante o segundo ato de projeção, permitindo com que o seu ato final fique dividido entre ambos. Desta forma, o roteiro faz com que os personagens que realmente são mais interessantes acabem ganhando mais destaques, relegando os demais à condição de coadjuvantes.


A inserção dos tão comentados dinossauros também foi uma jogada bem inteligente do roteiro, pois coloca personagens que, outrora pareciam indestrutíveis, em um patamar de extremo perigo (note, apenas para citar um exemplo, a seqüência em que o poderoso tigre Diego perde uma “disputa” com um dinossauro para ver quem rosna mais aterrorizantemente) proporcionando assim uma carga de aventura maior à animação.


Mas mesmo com tantas qualidades, “A Era do Gelo 3 não consegue superar o episódio original da saga em nenhum quesito, exceto, talvez, no que se refira à direção do mesmo. Carlos Saldanha não só cria tomadas aéreas de modo que possamos acompanhar a ação de maneira bem mais satisfatória do que no filme anterior, como também faz uma conveniente parceria com a boa edição de Harry Hitner e a utiliza a fim de criar cortes fantásticos, que acabam dando muito mais charme à obra. Repare em uma cena, em especial, onde as trincas de um lago congelado, em questão de segundos, se transforma em um pedaço partido de uma casca de ovo.


Ops… esperem um pouco, disse que a direção era, talvez, o único quesito de “A Era do Gelo 3 que acabava superando o filme original, não disse? Pois desconsidere isso. Dedico este parágrafo inteiro para dizer que a parte gráfica desta animação é infinitamente superior à parte gráfica da animação que lhe deu origem. No episódio que deu origem à franquia, tínhamos gráficos extremamente bem desenhados. A água correndo, por exemplo, era fenomenal e tínhamos a clara impressão de que se tratava de água de verdade mesmo. Contudo, por mais que os personagens fossem todos muito bem desenhados, ainda sentíamos uma certa artificialidade na movimentação destes, sobretudo na do mamute Manny. Isso não ocorre neste terceiro capítulo da saga, onde não só os personagens ganham muito mais elasticidade em seus movimentos, como também acabam sendo desenhados de maneira mais cautelosa e minuciosa. Como não se encantar, por exemplo, com o cuidado que os responsáveis pela computação gráfica tiveram ao inserir pêlos praticamente perfeitos em Manny (e quando a câmera se aproxima do mesmo, sentimos como se realmente estivéssemos diante de pêlos de verdade)? E quanto à cena em que Diego persegue uma gazela? Indubitavelmente, os produtores da franquia não deixaram de por a mão no bolso e liberar uma boa verba ao pessoal da computação gráfica que, para a alegria de nós, espectadores, acabaram fazendo um trabalho excepcional.


Em suma, “A Era do Gelo 3 se mostra uma clara releitura do filme que lhe concebeu a origem e que, por sinal, também não era dos mais originais. Entretanto, não há como negar que trata-se de uma experiência instigante e bastante irrepreensível em suas gags (bem divertidas em sua maioria) e em suas cenas de aventura. Ponto positivo para Carlos Saldanha, mais um cineasta brasileiro que vem mostrando cada vez mais competência lá fora.


Obs.: Não tive oportunidade de assistir ao filme com a tecnologia 3D, o que, certamente, teria influenciado mais em minha avaliação final.


Obs. 2: Quando for assistir ao filme, não deixe de reparar na clara referência que ele faz à clássicos como “Godzilla”, “Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros” e à marcante animação da década de 1.980: “Em Busca do Vale Encantado” (este que, quando tinha apenas cinco anos de idade, era o meu filme predileto, ao lado de “Marcelino Pão e Vinho”, tanto que, em uma determinada ocasião, obriguei minha mãe a aluga-lo umas oito vezes seguidas para saciar de vez a minha incontrolável vontade de assisti-lo sem parar durante incontáveis dias).


Avaliação Final: 7,0 na escala de 10,0.

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Lançamentos Mensais em DVD – Mês de Junho

Não, esta minha nova idéia não é original, nem um pouco original. Mas quem foi que disse que para uma idéia ser considerada boa ela precisa ser necessariamente original? Enfim, estes dias estive pensando que uma grande parte da população prefere trocar a tecnologia das salas de cinema pelo conforto e privacidade do lar, sendo assim, escolhem alugar um filme em uma vídeolocadora ao invés de assisti-lo nos cinemas. Oras, por que não aproveitar isso e começar a indicar DVDs para que o pessoal os assista no conforto de seu próprio lar? Foi pensando nisso que optei por lançar esta sessão “Lançamentos Mensais em DVD” (sim, eu sei, o título é clichê, bem como a proposta em si). Como base, estou utilizando o site da maior franquia de videolocadoras nacional, a 100% Vídeo, logo, os filmes os quais assisto indico quantas estrelas os mesmos merecem e realizo uma ultra-mini-crítica (isso para não dizer “nano-crítica”) sobre os mesmos. Os filmes os quais ainda não assisti mantenho a sinopse elaborada pelo site da 100% Vídeo. Vamos aos filmes?

Obs. 1: Estou utilizando um tamanho de fonte excessivamente pequeno para o artigo ocupar muito espaço visual no blog.

Obs. 2: As cotações estão sendo identificadas apenas por estrelas (e não em notas, como estou acostumado a fazer). Desta forma: o = filme péssimo, * = filme ruim, ** = filme razoável, *** = filme bom, **** = filme ótimo e ***** = filme excelente.

01/06/2009

Se Eu Fosse Você 2

Alguns anos se passam desde a primeira troca, e o casal volta a ter conflitos corriqueiros. Mas dessa vez, as briguinhas levam a algo mais sério – tão sério que o casal resolve se separar. Para piorar…

03/06/2009

Faça o Que Eu Digo, Não Faça o Que Eu Faço

\”Role Models\” é uma comédia estrelada por Paul Rudd (de “As Patricinhas de Beverly Hills” e “A Razão do meu Afeto”) e Seann William Scott (de “American Pie”). Paul e Seann vivem dois executivos que …

08/06/2009

Arn – O Cavaleiro Templário

Um conto de poder, coragem e traição, este filme, ambientado na Suécia, conta a inesquecível história de amor de Arn Magnussson, jovem culto e exímio esgrimista, e Cecilia, separados pela guerra entre…

09/06/2009

O Curioso Caso de Benjamin Button – *** de *****

O fato de o filme apelar descaradamente para uma trama fantasiosa e tola poderia ser facilmente perdoado caso a mesma tivesse um propósito definido, mas não tem. No final das contas, não notamos vantagem (ou desvantagem) alguma no curioso fato de Benjamin Button ter vivido ao contrário, uma vez que as experiências por ele vivenciadas nada tem em comum com as suas bizarras condições peculiares. Entretanto, o longa, além de ser tecnicamente perfeito, revela-se bastante interessante ao mostrar-nos como pequenas pessoas podem deixam grandes marcas em nossas vidas. Um bom filme, mas com erros deveras infantis.

10/06/2009

Dúvida – **** de *****

A direção de Shanley é o grande ponto fraco deste “Dúvida”, uma vez que o diretor parece se sair muito bem na condução do elenco (que é ótimo, sobretudo Viola Davis que é a melhor em cena e merecia o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), mas não demonstra a mesma competência na movimentação de câmeras. O roteiro, por sua vez, é bastante dinâmico e introspectivo e aborda excelentemente bem o modo como o sentimento-título pode influenciar positiva ou negativamente a vida das pessoas que o carregam consigo.

Lost – 5ª Temporada – Disco 03

Os seis resgatados terão que voltar a ilha? Será que Kate e Hurley vão concordar com isso? Quem vai ajudá-los?\r\n\r\nA 5ª temporada de Lost vai surpreender a cada episódio, com novos e misteriosas pe…

14/06/2009

Passageiros

LANÇAMENTO ADIADO PARA 14/06/2009\r\n\r\nApós um terrível acidente aéreo, Claire Summers (Anne Hathaway), uma jovem terapeuta, é designada por seu mentor (Andre Braugher) para dar orientação psicológi…

16/06/2009

Pagando Bem, Que Mal Tem? – * de *****

Seth Rogen é sempre um ator carismático e com um “tempo da comédia” invejavelmente perfeito, e em “Pagando Bem, Que Mal Tem?” ele demonstra muito bem isso. Contudo, o filme por si só é carregado de um humor notavelmente artificial, asqueroso e infantil, e a subtrama romântica é uma das coisas mais “manjadas”, previsíveis e insossas que Hollywood já nos proporcionou nos últimos anos. Uma comédia romântica que, além de não acrescentar nada ao gênero, realiza uma façanha e piora tudo o que ele já nos trás de pior.

17/06/2009

Operação Valquíria – *** de *****

Indubitavelmente, um ótimo thriller, ainda que aparente ser uma releitura de “Missão Impossível” em alguns momentos. Entretanto é falho do ponto de vista artístico, dramático e histórico e conta com Tom Cruise em mais uma fraca atuação ao longo de toda a sua irregular carreira. A premissa é bastante interessante e, ouso dizer, original, mas está longe de poder ser alcunhado de obra-prima.

Quem Quer Ser um Milionário? – *** de *****

A princípio, uma instigante e sensacional abordagem sobre a verdadeira Índia (aquela que não é exibida por nenhuma novelinha global ridícula e fantasiosa) e as condições sociais de seus habitantes, mas chega o final do filme e, com ele, vem também a estorinha de amor patética, dispensável, piegas e previsível, o que entra em total dissonância com a excelente proposta inicial apresentada pelo roteiro. A estrutura narrativa do filme é magistral (assim como a edição e a direção do mesmo), mas um tanto o quanto artificial. O quê? Ah, é claro, o drama não merecia ter vencido o Oscar de Melhor Filme sob hipótese alguma.

Ele Não Está Tão a Fim de Você – **** de *****

A primeira impressão que fica é que trata-se de uma comédia romântica frívola, como a grande maioria dos exemplares deste gênero, mas em poucos minutos nos surpreendemos com a gama de personagens interessantíssimos e o emaranhado de estórias que se entrelaçam e nos criam uma deliciosa confusão. Muitas tramas (e personagens, diga-se) revelam-se vazias e desnecessárias aqui, mas no geral, “Ele Não Está Tão a Fim de Você” revela-se um interessante estudo sobre as neuroses e frustrações que fazem parte dos relacionamentos amorosos contemporâneos.

Tô de Férias

Em uma pequena ilha dos Mares do Sul, um grupo de animais: um pinguim, um lagarto, um pássaro e um elefante marinho tem suas vidas idílicas interrompidas por Impy, um arteiro e amável bebê dinossauro….

Ele Não Está Tão a Fim de Você (filme de Serviço) – **** de *****

Você realmente gosta deste cara, mas não consegue saber se ele gosta de você. Você inventa desculpas, decide que ele está confuso. Pare de se enganar. Existe uma explicação muito mais simples: ele não…

24/06/2009

O Espião

Baseada na chocante vida real de Martin McGartland, um jovem irlandês, no final dos anos 80. O filme narra a trajetória de Martin (Jim Sturgess), desde que foi recrutado pela polícia britânica para es…

Quarentena

A repórter de televisão Angela Vidal (Jennifer Carpenter, de “O Exercismo de Emily Rose”) e seu cameraman (Steve Harris, de “Minority Report”) são convocados para fazer um plantão noturno com um grupo…

Barry e a Banda das Minhocas

Barry é uma jovem minhoca que está cansada de ficar na base da cadeia alimentar! Todos os outros insetos consideram a minhoca um zero à esquerda. Além de comer terra, minhocas têm terra na cabeça! A ú…

Milk – A Voz da Igualdade – ** de *****

Van Sant realiza uma ótima direção (e olhe que sou um dos mais ferrenhos críticos do cineasta), mas suas tentativas de polemizar a obra são ridículas. Há muitas cenas de relacionamento homo afetivas que são altamente desnecessárias e acabam relegando o lado político-social da obra para um segundo plano, tentando se firmar primeiramente como um filme gay, cujo maior intento é imortalizar-se nas polêmicas que pretende gerar. O audacioso Harvey Milk merecia uma cinebiografia bem mais séria do que esta em questão. Destaque para a fenomenal atuação de Sean Penn (apesar de que Mickey Rourke merecia mais o prêmio, bem como Frank Langella).

Coraline e o Mundo Secreto

Coraline Jones é uma curiosa e aventureira menina de 11 anos. Ela acaba de se mudar do Michigan para o Oregon e, sentindo falta dos amigos e vendo os pais ocupados demais com o trabalho, realmente duv…

25/06/2009

O Retorno de um Herói

O tenente-coronel Michael Strobl é um fuzileiro naval que se ofereceu como voluntário para levar os restos mortais de um garoto de 19 anos, morto na guerra do Iraque, de volta à sua família em uma peq…

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Semana 20/10 a 26/10/2008

outubro 26, 2008 Deixe um comentário

Nunca havia feito algo deste tipo aqui no Cine-Phylum, mas decidi publicar este texto com o intento de informar ao leitor o que me aconteceu como cinéfilo durante esta semana toda (incluindo o dia de hoje).

Segunda-feira saí mais cedo da aula, quando cheguei em casa liguei a televisão e notei que estava passando o filme “Vôo Noturno” (cuja nano-crítica encontra-se no post anterior).

Na terça-feira, aproveitei para organizar todas as nano-críticas dos filmes a que assisti em Setembro e, aproveitando que estava muito atrasado com as publicações do nono mês do ano, publiquei também os textos referentes aos filmes que havia assistido na primeira quinzena do corrente mês (na verdade, inclui as resenhas das obras que conferi nos 20 primeiros dias deste décimo mês, uma vez que adicionei o filme “Vôo Noturno” (que assisti no dia 20 de outubro) no post).

Quarta-feira assisti a “Max Payne”, filme que não estreou no Brasil, mas que já está nas salas de cinema estadunidenses há um bom tempo. O resultado? Insatisfatório. O filme não possui qualquer conteúdo que seja, apresenta uma estória simples e mal trabalhada pelo roteiro, personagens muito mal desenvolvidos e, o que é pior, é muito chato. O longa inteiro conta com as típicas cenas de ação onde o seu protagonista, salvo em alguns momentos, não corre sério risco de vida e se revela auto-suficiente o bastante para dizimar, sozinho, grupos enormes de opositores. As seqüências de ação são muito mal distribuídas pelo filme, sendo que, a única realmente eletrizante, é a inserida ao final da película.

Na quinta redigi a crítica de “Max Payne” e a publiquei no Papo Cinema (para conferi-la, basta clicar aqui).

Sexta-feira tirei folga como cinéfilo e não fiz absolutamente nada ligado à Sétima Arte, exceto, é claro, ter tido uma idéia para um roteiro de um faroeste. Foi apenas um lampejo que tive, observando como é que funciona a política e a sociedade em minha cidade. Enquanto um bando de alienados votam em políticos corruptos pelo simples fato destes terem lhes dado um reles casebre em um bairro extremamente distante da cidade, o município não evolui e permanece sempre inerte. Baseado nisso, pensei em um filme que se passa em uma cidadela do Texas, onde um grupo de marginais recebe apoio de políticos locais, uma vez que muitos de seus membros ocupam posições altíssimas dentro da política local e estes recebem apoio do povo pelo simples fato de conferir alguns benefícios ao mesmo.

Sábado fiz a sinopse, que segue abaixo:

Texas, 1873. Após décadas de confronto com uma quadrilha irlandesa protegida pela política local, os policiais de uma cidadela, sem receber o menor apoio do governo estadual e federal, conta com um número de agentes e delegados excessivamente reduzido. Para evitar que tal número reduza ainda mais, o velho e conformado xerife Jonathan C. Harley aceita a previsível vitória dos marginais e permite que estes comandem grande parte da cidade extorquindo comerciantes locais, contanto que estes respeitem certos limites. Destarte, um grupo de Carpetbaggers, inconformados com o descaso com que o governo estadunidense lhes atribuíra após o término do confronto norte-sul, invade a cidade e passa a extorquir os cidadãos com maior intensidade, desafiando a hegemonia do grupo irlandês. A fim de expulsar tal quadrilha, os policiais recorrem aos irlandeses e ambos formam uma aliança com o intento de combater os criminosos recém-chegados.

Por fim, no dia de hoje (26/10/2008) assisti ao clássico de 1927 “Metropolis” e pretendo postar a crítica completa do mesmo no Papo Cinema e uma nano-crítica aqui, no Cine-Phylum.

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Oscar e Suas Injustiças

fevereiro 7, 2008 7 comentários

Época de Oscar, no mundo do cinema não se fala em outra coisa,acontece é que um filme vencedor do Oscar ganha um respieto incrível e faz a produtora ganhar alguns milhões a mais.Foram lançados a lista dos indicados este ano: “Onde os Fracos não têm Vez”; “Sangue Negro”; “Juno”; “Desejo e Reparação” e “Conduta de Risco” e onde estaria “Sweeney Todd”? Será que não foi indicado pelo fato de a Academia não gostar de Tim Burton ou pelo excesso de conservadorismo? Quem vai saber! Acontece que quase nunca o melhor filme do ano vence o Oscar,e estou aqui para listar as maiores injustiças que a Academia fez desde que começou seus prêmios.

Concordam? Discordam? Leiam e opinem!

1939/1940 – Os erros não tardam a começar, durante a década de 30 a Academia ignorou de todo modo que podia o cinema mudo e principalmente o cinema de Charles Chaplin, 1939 foi um ano particularmente difícil a escolha: Nos Tempos da Diligências/O Morro dos Ventos Uivantes/O Mágico de Oz/A Mulher Faz o Homem/…E o Vento Levou concorreram, em 1940 não foi um ano com menos obras-primas:As Vinhas da Ira/Correspondente Estrangeiro/O Grande Ditador/Nupcias de Escândalo/Rebecca brigavam na categoria Melhor Filme,o fato é que com excessão de “Correspondente Estrangeiro” todos os outros nove mereciam um Oscar,quem leva a melhor foi “…E O Vento Levou” e “Rebecca”.Justo!

1941 -A quem diga que “Como Era Verde Meu Vale” é um filme muito bom,pois em 1941 ele concorria com ninguém menos que “Cidadão Kane”,considerado pelas listas de cinema o melhor filme de todos os tempos.”Como Era Verde Meu Vale” cai no esquecimento e não é considerado uma das melhores obras de John Ford,outros indicados eram “Suspeita” de Alfred Hitchcock e “O Falcão Maltês” de John Huston.Só por curiosidade,o filme de Orson Welles saiu apenas com o prêmio de Roteiro Original nas mãos.

1947 – Que ano delicado!A obra prima de dois dos melhores diretores acabam batendo de frente.William Wyler com “Os Melhores Anos de Nossas Vidas” e Frank Capra com “A Felicidade não se Compra”,ambos os cineastas já haviam recebidos Oscar,e não era a primeira vez que seus filmes concorriam entre si.O vencedor foi “Os Melhores Anos de Nossas Vidas”,hoje ambos os filmes são consagrados,mas “A Felicidade não se Compra” consegue sempre posições melhores em listas.Deixo por conta do leitor decidir quem seria o melhor representante do Oscar 1947.

1948 – Em um ano em que “O Tesouro de Sierra Madre” venceu as cateogorias Melhor Ator Coadjuvante,Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado,o que explicaria “Hamlet” tirar o Oscar de Melhor Filme de suas mãos?

1949- “A Grande Ilusão”;”Tarde de Mais” e até “Ladrões de Bicicleta” dividiram todos os prêmios daquele Oscar.O que explicaria Joseph L. Mankiewicz vencer o Oscar de Melhor Diretor aquele ano por “Quem é o Infiel?”,logo o cara que quase faliu a Fox com “Cleopatra”?

1950 – Repito aqui o mesmo que aconteceu em 1947,era um ano com duas grandes obras primas:”A Malvada” de Joseph L. Mankiewicz e “Crepúsculo dos Deuses” de Billy Wilder,hoje ambos são filmes consagrados,porém “Crepúsculo dos Deuses” sempre está em posições mais elevadas nas listas.”A Malvada” venceu.Quem você acha que merecia vencer.

1952- Considerado por críticos o pior filme a vencer o oscar de melhor filme “O Maior Espetáculo da Terra”, de Cecil B. deMille, venceu naquele ano e pior, venceu em cima de “Matar ou Morrer”.
Nota: Aquele ano o Oscar ignorou de forma gritante maior musical de todos os tempos: “Cantando na Chuva”

1956 – Duas super produções concorriam: “Os Dez Mandamentos”, refilmagem de Cecil B. DeMille para seu próprio filme da década de 10 e “Assim Caminha a Humanidade”, grande e ousada produção de George Stevens. Naquele ano “A volta ao Mundo em 80 Dias” venceu. Alguém ai entendeu?

1959 – Aquele pode ser considerado um ano em que Alfred Hitchcock foi ignorado pelo seu “Intriga Internacional”, amargando apenas uma indicação como roteiro original, no mesmo ano “Morangos Silvestres” também não passou de indicado para Roteiro Original, e em Roteiro Adaptado “Quanto mais Quente Melhor” e “Ben-Hur” perderam para “Almas e Leião”

1960- Sou Grande fã de Billy Wilder e do seu “Se me apartamento falasse”, mas em ano em que existia “Spartacus” e “Psicose”, é um tanto quanto corajoso premiar o filme de Wilder.

1964 – A primeira de uma série de injustiças contra Stanley Kubrick começa aqui,”Dr. Fantástico” perde o Oscar para “Minha Bela Dama”, o musical é um dos mais famosos, também nada explica a ousadia de Kubrick e as multifaces de Peter Sellers perderem o Oscar de Melhor Diretor (para Minha Bela Dama); melhor roteiro adapatado (para Bocket) e melhor ator (para Minha Bela Dama).

1967- Este foi um ano em que o Oscar conseguiu se superar, entre os indicados a melhor filme estavam três clássicos consagrados:”A Primeira Noite de um Homem”;”Adivinhe quem Vem para o Jantar” e “Bonnie e Clyde”. Vence “No Calor da Noite”. Alguém conhece esse filme?

1971 – Um ano como poucos,três indicações de peso: Laranja Mecânica/A Última Sessão de Cinema/Operação França,o terceiro foi o vencedor,ele é considerado um dos melhores filmes policiais de todos os tempos.Laranja Mecância é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos,e Stanley Kubrick teve uma das dez melhores direções de todos os tempos,já é a terceira ocasião que Kubrick merece ganhar o Oscar de Melhor Diretor e não vence.

1975 – Outro ano grande do Oscar, desta vez não houve injustiças,mas assim como 1939 esse foi um ano apenas com obras excepcionais concorrendo a Melhor Filme, difícil escolha: Barry Lyndon/Nashville/Tubarão/Um Dia de Cão/Um Estranho no Ninho.

1976- Alguém explica como “Taxi Driver” perdeu a estatueta de Melhor Filme para “Rocky”?Ou pior, porque Martin Scorsese não foi ao menos indicado para Melhor Diretor?

1979- Foi o ano em que “Apocalypse Now” concorreu a 8 Oscar e não levou nenhum,com direito a perder Melhor Filme para “Kramer Vs Kramer”. Fracis Ford Coppola perdeu o Oscar de Melhor Direção para Robert Benton (Kramer Vs Kramer) e o merecido Oscar de Melhor Ator Coadjuvante de Robert Duvall foi para Melvyn Douglas (Muito Além do Jardim).

1980-Em um ano em que “Touro Indomável” havia sido lançado e que Martin Scorsese merecia o prêmio de Melhor Diretor, em um ano em que “Star Wars V: O Império Contra Ataca havia sido ignorado das categorias principais e que “O Iluminado” foi subestimado de todas as formas possíveis e “O Homem Elefante” concorreu mas não venceu, não foi estranho “Gente como a Gente” sair vencedor.

1985 – Talvez ali tenha sido cometida a única injustiça contra Steven Spielberg, 85 era um ano para “A Cor Púrpura” vencer e a ótima atuação de Whoopi Goldberg sair consagrada. Nem uma coisa, nem outra.

1990 – “Dança com Lobos” é um filme excelente, bonito, mas em um ano que concorriam “O Poderoso Chefão parte 3″;”Tempo de Despertar” e sobretudo “Os Bons Companheiros” é de se estranhar que ele arremate Sete Oscars,ainda mais o de Melhor Filme e Melhor Diretor que estariam muito melhores nas mãos de “Os Bons Companheiros”e Martin Scorsese.

1994- Um ano de cinco obras primas do cinema,um ano que seria difícil escolher apenas um para vencer o prêmio. Concorriam Um Sonho de Liberdade/Quatro Casamentos e um Funeral/Quiz Show/Pulp Fiction/Forrest Gump. “Forrest Gump” acabou vencendo por atender mais as exigências da academia.

1998- Um ano de erros nas principais categorias do Oscar.”Shakespeare Apiaxonado” vencer melhor filme quando tinhamos “O Resgate do Soldado Ryan” concorrendo.Roberto Benigni com seu engodo “A Vida é Bela” vai e vence Edward Norton,que fez uma atuação de verdade em “A Outra História Americana”,ainda com “A Vida é Bela”,um insulto tal filme ter vencido de “Central do Brasil” a categoria Melhor Filme estrangeiro e insulto igual foi Gwyneth Paltrow(Shakespeare Apaixonado) tirar o Oscar das mãos de Fernanda Montenegro (Central do Brasil) ou Cate Blanchett (Elizabeth),em Melhor Roteiro Original,ver “Sakespeare Apaixonado” tirar o Oscar do criativo “O Show de Trumar” é terrível,e em Roteiro Adaptado “Deuses e Monstros” vence “Além da linha Vermelha”.Festival de erros!

2002- Um ano com cinco grandes indicados: O Senhor dos Anéis:As Duas Torres/O Pianista/As Horas/Gangues de Nova York/Chicago. A única revolta é que o mais fraquinho dos cinco,”Chicago” levou o prêmio de Melhor Filme.

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Crítica – Paris, te amo

fevereiro 7, 2008 Deixe um comentário

Imaginino-me andando pela rua e encontrando uma lâmpada mágica (não poderia ser mais clichê?) e dentro dela sai um gênio que diz:Você pode escolher um lugar,no mundo todo,para passar exatos três dias.Acredito que sem pensar duas vezes escolheria a França,sempre tive uma queda por este país,e talvez devo amá-lo quando tiver a oportunidade de conhecê-lo (não mais do que Minas Gerais,mesmo assim…),apenas isso já me deixaria com uma incontrolável vontade de assistir “Paris,te amo”,mas não apenas isso. Junte ao fato de que quem assume a direção do filme é Walter Salles, Irmãos Coen, Gus Van Sant, Alonso Cuáron, Was Craven, Alexander Payne… Tentador, não?

Crítica:

Paris,como definir Paris com um sentimento?Amor?Talvez,a cidade luz encanta pessoas do mundo todo,e um dos maiores cartões postais do mundo não passa em branco pelo cinema.Logo logo a cidade viraria protagonista de um filme,e que atuação formidável seria!Em 2007 não um,mas 20 cineastas decidiram adaptar sua visão da cidade luz, resultado disso foi “Paris,te amo”,uma incrível e sobretudo interessante homenagem àquela cidade.Um curta para cada cineasta,cinco minutos para cada um fazer sua declaração de amor para Paris e nesse meio tempo vemos uma confusão de sentimentos guardados,vemos o amor de um casal que não se ama mais,um amor indiferente,um amor de mãe recheado de culpa,um amor homossexual,um amor além de nacionalidades,um amor que não passa de atração física,um amor repleto de irônias,um amor mais ingênuo,um amor de modo sinistro,um amor florescendo através da conciência pesada de um homem,o amor de pai para filha,o amor entre os que não se conhecem,o amor entre os que se conhecem bem,um amor passando por crises e até mesmo os que não amam.São vários curtas com apenas um tema:AMOR.E tem de tudo.Alguns dos curtas ficam marcados em nossa cabeça por longo tempo,outros já esquecemos antes mesmo do filme acabar.Existem os bem produzidos,os que se afogam nos clichês.Os diretores mais consagrados ou os ainda em ascenssão são responsáveis pelos melhores curtas,mas não esqueceremos dos inciantes.Particulamente meu olho cresceu em cima de uma estória dirigida por Isabel Coixet,e olha que ela tem futuro.A cidade de Paris está lá e serve de inspiração,de cenário e protagoniza tudo,como julgar os cineastas que decidiram fugir dos clichês e não mostrar pontos referências como Arco do Triunfo ou Torre Eiffel ou como julgar os cineastas que simplesmente preferiram mostra o que a cidade tem de melhor?Difícil.O fato é que cada um teve uma vantagem:Liberdade para fazer o que quiser em Paris e uma desvantagem:Cinco minutos para contar uma estória,e rápido,afinal o público é cruel e os cinéfilos ainda mais,qualquer curta seria julgado e comparado com os outros quase 20 que tinham.Resultado final:agradáveis surpresas e surpresas horríveis.

Avaliação Final: 8,0 na escala de 10,0

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